quarta-feira, 4 de setembro de 2013

POR UM VOTO...







Certamente, o colunista e chargista Adriano Sousa, do jornal Gazeta do Triângulo não vai se lembrar de Isaías Silvestre, deputado federal pelo PSB mineiro, na sua coluna Radar. O pastor da Assembleia de Deus obteve somente um voto nas eleições 2010, no município de Araguari. Mesmo sem contar com expressiva votação na cidade, o deputado Isaías foi o único dos votados aqui que se lembrou de Araguari, em seu pronunciamento na Câmara Federal, por ocasião do aniversário da cidade, no último 28 de agosto. Segundo assessoria da Câmara Federal, o deputado Isaías Silvestre, na sessão do dia 03 de setembro, ocupou a tribuna exaltando a data, chegando a elogiar a festa e a programação cultural realizada no aniversário da cidade. De acordo com Isaías Silvestre, Araguari possui um dos maiores índices de desenvolvimento econômico e social do Brasil. O deputado ainda ressaltou a participação da cidade no escoamento da produção agrícola entre o Centro-Oeste e Sudeste. O deputado Isaías Silvestre obteve na última eleição perto de 35.000 votos e destes somente um em Araguari.  Não foi eleito, ficando na suplência da coligação PTB/PSB. Assumiu a cadeira na Câmara Federal com o licenciamento de Eros Biondini, do PTB, ligado ao movimento católico Renovação Carismática, quando este assumiu a Secretaria de Esportes e da Juventude do governo mineiro. O deputado Isaías Silvestre é acusado como um dos integrantes da "Máfia dos Sanguessuga" que desviava dinheiro destinado à compra de ambulâncias no país.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

RADIO VITORIOSA DEMITE LÍDER DE AUDIÊNCIA



O meio radiofônico local foi surpreendido, nesta terça-feira, com a demissão do apresentador Luiz Humberto Borges, líder comprovado em audiência. Além de Luiz Humberto, o grupo Salgado Oliveira rompeu o contrato com o repórter João Carlos. Informações dão conta que outras emissoras do grupo também tiveram cortes nos seus quadros de profissionais. Não é a primeira vez que este fato acontece. Em outras oportunidades, programas líderes em audiência foram extintos e seus apresentados demitidos (Limírio Martins Parreira e Wilson Prado em maio de 2011). A decisão contraria o velho ditado popular: “em time que está ganhando não se mexe”. A política de RH do grupo Salgado de Oliveira não é convencional. A empresa acredita no profissional que, além de apresentar e produzir programas, possui a capacidade de “vender” espaços publicitários (artista e vendedor). Nem todos conseguem reunir essas qualidades exigidas pelo grupo de comunicação carioca. Por outro lado, contrariando a tese aplicada no grupo nas emissoras AM, a Rádio Mania (ex-Alvorada) praticamente não comercializa espaços publicitários, já que a sua programação é produzida no Rio de Janeiro, e é baseada em pagodes de gosto duvidoso, longe do desejo dos ouvintes da região. O máximo que consegue é registrar traços nas pesquisas de audiência. O grupo Salgado Oliveira é o proprietário da Tv Vitoriosa (SBT), de uma concessão de canal de TV em Araguari e outra de rádio FM em Uberlândia e mais cinco emissoras de rádio já implantadas. Para o ouvinte é uma perda sem tamanho, mas acredita-se que tanto Luiz Humberto e João Carlos não devam ficar longe dos microfones por muito tempo. São talentosos e certamente as outras emissoras não perderão a oportunidade de tê-los em seus quadros. É audiência garantida!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

SOLUÇÃO MEIA BOCA


Insistentes notas na Imprensa local dão como possível a transferência do quartel dos Bombeiros de Araguari para o prédio que seria destinado ao Hospital Municipal. Isso não é tão simples como querem deixar transparecer. Num primeiro raciocínio, a construção não é específica arquitetonicamente para o funcionamento de uma unidade que logisticamente exige rapidez e possui viaturas pesadas. Outro agravante é que nas perícias realizadas pelos técnicos do Ministério da Saúde a construção apresenta graves problemas estruturais. Soma-se também que o prédio, apesar de sua ocupação provisória, está sob demanda judicial. A Municipalidade deverá devolvê-lo ao Ministério da Saúde ou, na pior das hipóteses, pagar por ele, coisa que ultrapassa aos R$5 milhões. Finalmente, falta à administração municipal um olhar mais atento.

Nova sede do Pelotão de Bombeiros em Piumhi - MG




A Prefeitura de Araguari possui muitas repartições funcionando em prédios alugados, incluindo a Secretaria de Saúde, que se transferiu recentemente para o centro da cidade, pagando um respeitável aluguel de R$20 mil mensais. Configura-se uma situação conflituosa. Enquanto que se isenta o estado de suas obrigações, o governo mineiro constrói sedes para as unidades dos Bombeiros mais apropriadas em outras cidades. Aqui prefere-se meias soluções. Com certeza, o prédio onde funciona o atual Pronto Socorro abrigaria tranquilamente a Secretaria de Saúde. Que o governo estadual assuma suas obrigações com Araguari e construa um prédio condizente com o tamanho e a importância de Araguari. Nada de improviso. Não merecemos!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

                                               ARAGUARI: NEM TUDO ESTÁ PERDIDO



Divulgado pela ONU, o Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013. São números que indicam os índices importantes e norteadores para os municípios brasileiros, com dados extraídos do Censo IBGE 2010.
O IDHM aborda as situações locais e sintetiza em uma escala de 0 a 1 as características de cada cidade. Quanto mais próximo de um, maior o desenvolvimento humano. O relatório é produzido a cada 10 anos e aborda como critério os dados relativos à expectativa de vida, a renda e a educação da população.
Dos 853 municípios mineiros, Nova Lima apresentou o melhor desempenho no IDHM, com índice de 0,813, e ficou na 17ª posição do ranking nacional. Segundo avaliação dos pesquisadores, a explicação para a melhoria de Nova Lima – passou da 13º posição em 2000, para a 1º no estado, está ligada ao crescimento das atividades econômicas e do surgimento de novos condomínios fechados que melhorou o perfil econômico e educacional dos novos habitantes, refletindo no aumento da arrecadação e geração de renda. A capital mineira ficou na segunda posição, com índice de 0,810, e na 20º colocação no ranking nacional. Goiás conseguiu ultrapassar Minas Gerais, apesar de toda a publicidade do governo mineiro insistir nos chamados “bons números mineiros”.
Entre os 100 maiores índices nacionais, Minas Gerais consegue emplacar 4 cidades: Nova Lima, Belo Horizonte, Uberlândia e Itajubá.

                                                                    E ARAGUARI?



Para os pessimistas de plantão, Araguari surpreende no IDHM. Dentre os 853 municípios mineiros, Araguari aparece na 13ª posição e no país na 197ª . Desde que o índice é calculado (1991) a cidade vem ganhando posições. No IDHM de 2003, nossa cidade ocupava a 289ª colocação, atrás de muitas cidades que hoje ultrapassamos como Uberaba, por exemplo, que nessa última avaliação figura em 210º lugar.
Os últimos governos de nossa cidade têm investido muito em educação. Segundo o diário uberabense JORNAL DA MANHÃ, Araguari é a quarta cidade de Minas com melhores índices educacionais. Para espanto de muitos e para desespero dos grupos políticos que são culpados pelo chamado “atraso de nossa cidade”, esses números terão que ser digeridos e avaliados com mais calma. 

sexta-feira, 2 de março de 2012

IDSUS - Alimentando o sistema SUS



O Ministério da Saúde divulgou ontem um índice que provocará muita discussão. O IDSUS, Índice de Desempenho do Sistema de Saúde, são indicadores alimentados pelos municípios no sistema de informação do Ministério da Saúde. O que causou espanto nos gestores de saúde da região é a classificação obtida por Uberlândia. Dentre as cidades do grupo que possuem melhor estrutura e condições de atendimento à população, Uberlândia ficou entre as 10 piores do país, perdendo somente para Santos, Juiz de Fora e Cuiabá. Esses números, na verdade, buscam trazer aos gestores reflexões a respeito do gerenciamento de dados que alimentam o sistema DATASUS, onde são realizados os parâmetros para direcionar o governo nas sua políticas dirigidas à população. Araguari não aparece como destaque entre os piores e nem melhores no IDSUS e segue na média nacional onde mais de 93% dos brasileiros têm avaliação abaixo da média que é 7. Críticas são válidas sim, mas o mais importante é refletir e buscar soluções para trazer à população maior dignidade e atenção, num processo de co-responsabilidades. Uberlândia, ao contrário de Araguari, é cidade referência para tratamentos de alto e média complexidade. Possui dois hospitais públicos de grande porte, grandes unidades (UAI) de pronto atendimento e mesmo assim figura no IDSUS, com um desempenho preocupante.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

FLUMINENSE DE ARAGUARI - 70 ANOS

Uma história escrita com "sangue, suor e lágrimas", parodiando o velho comandante das forças ingleses, durante a 2ª Guerra, Winston Churchill, é o que resume a chegada dos 70 anos para o Fluminense de Araguari. Se formos rigorosos são 74 anos. O tricolor surgiu em 1938 como Matriz Futebol Clube. Qualquer empreitada que temos que executar, tanto na vida pessoal como profissional, exige sacrifícios. Aqueles jovens que se reuniam na Praça da Matriz nunca imaginavam que estavam entrando para a história do futebol no Brasil. Mesmo antes da famosa máquina dos anos 70, o Fluminense encarava de igual para igual com qualquer equipe que jogasse, mesmo não tendo muitos recursos e nem considerado "grande". Goleadas históricas o tricolor do bosque aplicavam nos adversários. Para deixar registrada esses 70 de atividades, a diretoria do Tricolor promoveu um jantar comemorativo, onde diretores, simpatizantes e autoridades se confraternizaram no restaurante Kabana. Da esquerda para direita: Djalma da Louçadada, Dr. José Antônio da Silva (presidente), Dr. Marcos Coelho (prefeito), Horácio Nascimento (secretário de esporte), Raul Campos Júnior (ex-presidente) Giuliano Souza (Tibazinho) e Tiboca, ambos vereadores.
Voltando ao passado, uma foto retrata bem a riqueza de uma equipe, formada nos anos 50, onde figurava os "pratas da casa". Da esquerda para direita: Rueda, técnico da equipe, depois Paulo, Carreiro, Macaquita, Dalcino, Maurinho e Banetinho. Agachados: Zé Pequeno, Biscoito, Lolé, Toinsinho e Cavuzinho. A foto é da partida entre Fluminense 3 x 1 Araguari, no estádio Sebastião César, no dia 16 de março de 1952. 

Na conquista do tricampeonato local, ninguém menos do que a Miss Brasil, 1957, Marta Rocha, veio a Araguari para entregar o troféu de campeão. Na foto, a beldade aparece ao lado do maior divulgador de Araguari, Mário Nunes, que anos após, deixaria a "galera do tricolor", indo se aninhar como torcedor do arqui-inimigo Araguari Atlético Club.


Podemos considerar o Fluminense de Araguari um dos maiores patrimônios da cidade. O amor que torcedores nutrem pela equipe transformou esse movimento em uma grande família. Grandes abnegados como Picolé, Oswando dos Santos Monteiro, Sebastião César, Wilson Falcomer, Bim, Veludo, Mário Abdala, Luiz Alves, Willian Dickson, Mauro Cunha, Feliciano, entre outros.

O grande momento do Fluminense foi, sem sombras de dúvidas, a equipe formada por Lino, Tassim, Beliato, Zé Francisco, Bim, Arlindo (tendo ao lado José Reinaldo Machado, repórter), Lucinho, Lucio, Juca Show, Baiano e Noé.
Segundo o blog de Flávio Drumond, Juca Show quase tirou o título do América em 1971, quando esse grande jogador atuava no Fluminense de Araguari. Juca fez história. Lotou estádios com suas jogadas e genialidade e colocou o futebol de Araguari, nas grandes páginas esportivas. Ainda choramos e aclamamos essa grande equipe. Nem sempre todos estão no mesmo lugar e no mesmo tempo. Talvez não se consiga hoje reunir tantos craques e decisão de diretores, num momento que o futebol não é para pequenas equipes, mas a história não negará jamais a força do Tricolor do Bosque.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

EU TENHO A FORÇA


A Caixa Econômica Federal divulgou nos jornais, semana passada, uma relação de 155 pessoas que apresentaram problemas no cadastro para se habilitarem a financiamento habitacional do programa "Minha Casa, Minha Vida", o xodó do prefeito Marcos Coelho. Para o leitor mais analítico é até assustador o número de mulheres que se candidataram a um imóvel no Residencial Portal de Fátima. Dos cadastros irregulares, são 137 mulheres que, a grosso modo, podemos considerar chefes de família, contra 18 homens.      Não se pode afirmar que é característico as mulheres apresentarem problemas cadastrais. A leitura é outra. Aquele modelo tradicional, quando o homem era considerado até pela lei como o chefe da família, caiu por terra. Hoje são as mulheres as principais referências familiares. Com a desagregação familiar, a função de chefe e cabeça do casal hoje, na maioria das vezes, é atribuída à mulher. O homem vai perdendo a importância nesse contexto e é prova inconteste das mudanças rápidas sofridas, quando a mulher passou a fazer parte da força de trabalho e na sua luta de busca de igualdade com o homem. Os tempos são outros e ainda precisamos de leis, como a Maria da Penha, para mostrar aos mais endurecidos, que o poder hoje é uma divisão, nem tanto ao meio. No fundo, com essas mudanças, o casal deve buscar e formar  parcerias. Não se admite mais a predominância masculina e a última palavra nem sempre é a do macho. Aos poucos, a mulher vai assumindo importantes posições. É o caso da presidente Dilma Roussef, mesmo sendo afilhada política de Lula, ao assumir o poder deu nova dimensão ao cargo e vem demonstrando independência na maioria de suas decisões. Ao homem resta ter a sensibilidade de aceitar essas mudanças e os dois caminharem lado a lado, na construção de uma nova sociedade.